
THE GODDAMN BATMAN

Segundas Oportunidades

Óbvio que existe todo o interesse em dissecar este supostamente gigantesco mundo persistente, os possíveis milhões de utilizadores, o modelo económico presente no jogo (se é que lhe podemos chamar jogo) e as interacções online entre indivíduos.
O que é certo é que a pouco e pouco Second Life conquistou um cada vez maior de número de utlizadores graças uma interpretação sociológica politicamente correcta por parte dos meios de comunicação não especializados.
Aguçada a minha curiosidade através de alguns artigos decidi dar-me ao trabalho de testar este admirável mundo novo: algumas horas depois e uma clara sensação de que tinha transferido a minha existência para um mundo com piores texturas, mais pornografia e ainda menos acção que na minha vida pessoal, os paralelismos começaram a estabelecer-se.
Second Life não é um mundo virtual, é sim um “não-lugar”, tal como o conceito desenvolvido pelo sociologo francês Michel Maffesoli: um espaço onde a cultura globalizada se sobrepõe a tudo o resto. Second Life é um centro comercial tornado jogo, onde o individuo se limita a coexistir e consumir. Não surpreende então a aceitação dos media por uma experiência de jogo que em nada glorifica as qualidades dos MMORPG, mas que lhes permite uma floreada interpretação da forma como a vida real se reflecte num espelho de fraca qualidade.
O Natal é quando der mais jeito.

Boas festas e não se esqueçam de lavar os dentes.
The Dark Knight

Futuro Casual
O burburinho em torno dos jogos casuais e a sua aceitação a nível global anda de mão dada com o lançamento da Wii, uma consola que já vendeu milhões mas que até agora pouco mais provou ser que um jogo (Wii Sports) com sistema de controlo inovador e uma consola de “oferta”, isto pelo menos até ao lançamento dos pesos pesados como as franchises Zelda e Metroid.
A diversão que um jogo tão simples (quase uma techdemo) como Wii Sports pode proporcionar apanhou toda a gente de surpresa, fazendo com que diferentes públicos fossem atraídos para o que agora é um dos novos pontos de interesse e lucro da indústria dos videojogos: os jogos casuais.
A simplicidade é de facto bem-vinda, assim como são bem-vindos todos aqueles que até agora nunca se tinham interessado por videojogos ou sequer aproximado de uma consola. Mas resta saber se será este o novo mínimo denominador comum para uma renovada geração de videojogos onde a simplicidade é colocada acima de todos os outros factores ou o ponto de partida para que novos públicos se possam integrar e tomar conhecimento de tudo o que existe para além do imediatismo do primeiro contacto com os jogos casuais.
Mas não vale a pena temer o futuro. Até porque a recompensa por observarmos de perto o crescimento de uma nova forma de expressão artística será substancialmente superior ao preço a pagar por todos os erros que se irão cometer durante a massificação cultural dos videojogos.
[rec]
A forma como está filmado aparenta ser um cruzamento entre o Blair Witch Project e as filmagens handycam no The Descent (isto para dar algumas referências).
Por norma os filmes de terror espanhóis costumam ser de qualidade, fico à espera deste.
Reacções do público durante a projecção do filme.
Os jogos não criam psicopatas
Apesar de não ser um apreciador do género, mantive-me regularmente informado sobre o que iria ser Manhunt 2: Uma bola de neve de controvérsia que aumentava a cada actualização noticiosa. Agora, dias depois do suposto lançamento e consequente cancelamento confesso que não me surpreenderam em nada as reacções que até no nosso pacato país tiveram direito a destaque.
Mas enquanto muitos gritam “Censura!” e outros tantos aplaudem a decisão, talvez seja este o momento de olharmos um pouco mais além.
As classificações etárias nos videojogos são um mal necessário, mas isso não quer dizer que se transformem agora num proteccionismo que visa apenas uma desresponsabilização de pais e encarregados de educação, eliminando do mercado todos os jogos que pisem aquela linha invisível que ninguém sabe muito bem onde se situa. Isso seria tão ou mais grave que o paternalismo e indiferença com que os videojogos sempre foram vistos e que fez com que muitas das classificações etárias fossem atribuídas apenas pela sua “capa” e não pelo seu conteúdo.
A censura de Manhunt 2 (que nem parece ser um jogo por aí além) é um pequeno preço a pagar pelo impacto que esta discussão está a ter nos mais diversos sectores da sociedade: Será este o momento em que os videojogos atingem a “idade adulta” e adquirem o estatuto de objecto artístico passível de ser consumido por públicos específicos e informados, tal como acontece no Cinema ou na Literatura?
O Pequeno Mundo
No próximo mês irá ser lançada a revista HYPE! (pertença do projecto My Games) e este vosso escriba irá ter um artigo de opinião na mesma. Obrigado ao Nelson Calvinho pelo convite e espero que este projecto seja tão sério e tenha tanto sucesso como a Mega Score (tirando a parte do fim abrupto sem explicações).
Também lá para Setembro (com a renovação do hosting com a WebHS, a pagantes, claro) devo renovar o "motor" do blog para uma nova versão do Wordpress, aproveitando também essa mudança para renovar o visual da coisa e procurar algumas colaborações (pouco provável).
Como não podia terminar esta actualização sem falar de filmes:
- O trailer do Alien Vs. Predator: Requiem está interessante, apesar do aspecto amador e claustrofóbico dos cenários. Fora isso parece ser uma história baseada nas bestas predadoras e não no aspecto humano da coisa.
- Na semana passada (mais coisa menos coisa) apareceram online algumas imagens do novo Batman, nesta nova sequela chamado apenas "The Dark Knight". São apenas fotografias sem qualquer tipo de pós-produção mas apontam para um Batman cada vez mais "dark" (ok, piada desnecessária). Aqui podem ver um novo conjunto de fotos.
- Neil Marshal, o mesmo do fantástico Dog Soldiers e do visceral The Descent está a preparar um novo filme: Doomsday, uma espécie de cruzamento entre Escape from New York e 28 Days Later. Não pode ser mau.
- Por falar em 28 Days Later, a sequela 28 Weeks Later realizada por Juan Carlos Fresnadillo é um festim que merece ser visto e que em nada fica a dever ao primeiro filme realizado por Danny Boyle. Podem ver o trailer aqui.
- Para terminar e para o caso de vos ter escapado, o novo filme com Will Smith baseado no livro de Richard Matheson "I Am Legend" está com muito bom aspecto. A realização está a cargo de Francis Lawrence, o mesmo de Constantine. Resumindo (bastante) é uma história sobre o último homem na terra depois de toda a humanidade ter sido condenada ao vampirismo por um estranho vírus. É a terceira adaptação desta história para Cinema, sendo que a primeira se chamava "The Last Man on Earth" e era protagonizada por Vincent Price (pode sacar o filme legalmente aqui). A segunda adaptação tinha o nome de The Omega Man e o personagem principal era Charlton Heston. As únicas conclusões que podemos tirar até agora desta revisitação baseiam-se no trailer, que pode ser visto aqui.


![[PS2] Pro Evolution Soccer 6 [PS2] Pro Evolution Soccer 6](http://i2.photobucket.com/albums/y15/planonove/pes6ps2.jpg)







